A manhã
'Ensolarava'
A pulsação pusilânime
Vertia tambores
Enquanto a quietude
Estatelava
O azul
Que influenciava outras cores:
Ciranda poética
A tarde
Sobreviria
Sestrosa
Para que a noite
Flutuasse
No limite
Inexaurível da lua
Tá tudo aceso em mim! "Estamos no reino da palavra, e tudo que aqui sopra é verbo"
17.7.10
CALMARIA
DATILOGRAFIA
Escreve sobre minha pele
Preenche meus poros com pontos
Desliza com vírgulas, minhas curvas
Salpica reticências nos meus cílios
Me deixa totalmente entre aspas
ESCULACHO
Ora bolas!
Quedou-se
As carambolas
Meus dedos
Perderam
O tato
Que esculacho!
Perdi o rebolado
Ao sair
Ao encalço
Poxa vida!
(Des)fiz-me
Em rimas
Dei vexame
Entornei o vasilhame
Escalei qualquer andaime
Meu Deus!
Não sei o que me deu
Convidei prosa
Aceitou poesia
(Versou meus dias)
Quedou-se
As carambolas
Meus dedos
Perderam
O tato
Que esculacho!
Perdi o rebolado
Ao sair
Ao encalço
Poxa vida!
(Des)fiz-me
Em rimas
Dei vexame
Entornei o vasilhame
Escalei qualquer andaime
Meu Deus!
Não sei o que me deu
Convidei prosa
Aceitou poesia
(Versou meus dias)
15.7.10
PERDIGOTO
A chuva
Estava torrencial
Brigava com lixos
Telhados
Pessoas,
Carros
Móveis
Cachorros
Brigava
Com aquilo
Que tentasse lhe impedir
A chuva
Estava fenomenal
E no meio
De tanto
Sangue
E grito
Uma voz
Me acalmou:
_ Venha! Nasceu uma flor em nossa janela!
Estava torrencial
Brigava com lixos
Telhados
Pessoas,
Carros
Móveis
Cachorros
Brigava
Com aquilo
Que tentasse lhe impedir
A chuva
Estava fenomenal
E no meio
De tanto
Sangue
E grito
Uma voz
Me acalmou:
_ Venha! Nasceu uma flor em nossa janela!
33 ANOS

Inevitável
Percorrer
O caminho
Percorrido
Tantos passos
Seguros
Na contradição
Bambos
No fixo
Inevitável
Saber
O que nunca
Foi dito
Tanta boca
Escancarada
No silêncio
Calada
No grito
Inevitável
Sorrir
O lamento
Perdido
Tanto choro
Tanto choro
Seco
Na garganta
Molhado
No piso
Inevitável
Querer
A flor
Do pico
Tão dura
Na mão
Suave
No istmo
Inevitável
Viver
Não sendo
O que sou:
Isso
14.7.10
INSOLÚVEL

E o amor se enrosca na memória
Saudade é um passarim que me bica para cantar seu nome
Coisa de amigo, é o que sempre digo
Não tem ano que separa
Nem distância que aparta
Porque o que mora nos olhos
Pula dentro do coração
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Renato Livera
13.7.10
TRANSLAÇÃO
As pálpebras
Acomodam
O sono
Do sol
As unhas
Sustentam
A fragilidade
Da chuva
Os lábios
Ciceronam
O voo
Do vento
As mãos
Moldam
A textura
Da terra
Ah!
Para que meu sexo
Pulse
O teor
Do seu fogo
Acomodam
O sono
Do sol
As unhas
Sustentam
A fragilidade
Da chuva
Os lábios
Ciceronam
O voo
Do vento
As mãos
Moldam
A textura
Da terra
Ah!
Para que meu sexo
Pulse
O teor
Do seu fogo
PAUSA
12.7.10
SOLTA
11.7.10
TRANSPARENTE

Conheço-te sem conhecer
Absorvo o que maximiza
Dessa alegria desgarrada
Que esvai de seus dedos
Sorri como quem pisa na lua
Monta dragões
E cospe fogo em fogueiras
Retém todo o tempo
Conheço-te sem conhecer
Mais quando chega
Do que vai embora
Mais quando deposita poros
Em minhas mãos
Que quando recolhe roupas íntimas
Reconheço-me em você
Nos potes lacrados de felicidade
Só abertos a quem tem saliva
Nessa época de secura
Reconheço-te em mim
Quando faz viagem espacial
No oceano
Multicor
E chora
Sem pudor
Absorvo o que maximiza
Dessa alegria desgarrada
Que esvai de seus dedos
Sorri como quem pisa na lua
Monta dragões
E cospe fogo em fogueiras
Retém todo o tempo
Conheço-te sem conhecer
Mais quando chega
Do que vai embora
Mais quando deposita poros
Em minhas mãos
Que quando recolhe roupas íntimas
Reconheço-me em você
Nos potes lacrados de felicidade
Só abertos a quem tem saliva
Nessa época de secura
Reconheço-te em mim
Quando faz viagem espacial
No oceano
Multicor
E chora
Sem pudor
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