
Época dura
E a rapa dura
Fenecia como açúcar
Em café
Quente
Quente
O sangue
Corria
Nas veias
Dos corpos
Das ruas
Dos brasis
E os brasões
Eram lustrados
Por esse sangue
Que suava
Revolução
E a ação
Ia e vinha
De aeroportos
De esconderijos
De represálias
E as sandálias
Da época
Ainda hoje
Arrastam na memória