15.7.10

33 ANOS


Inevitável
Percorrer
O caminho
Percorrido

Tantos passos
Seguros
Na contradição
Bambos
No fixo

Inevitável
Saber
O que nunca
Foi dito

Tanta boca
Escancarada
No silêncio
Calada
No grito

Inevitável
Sorrir
O lamento
Perdido

Tanto choro
Seco
Na garganta
Molhado
No piso

Inevitável
Querer
A flor
Do pico

Tão dura
Na mão
Suave
No istmo

Inevitável
Viver
Não sendo
O que sou:

Isso





Um comentário:

Marcio Nicolau disse...

Sigo você agora, Anna. Continue sendo o que você chama de "isso".
Adorei o poema.

E convido...

www.espacointertextual.blogspot.com