22.7.10

ESBOÇO

Vivo
A rabiscar
A vida
A morte
E os avessos
Todos
Que coçam
Meus pensamentos

Num corpo
Que pula
Expurga
Vibra
Acomete
Fluidez

Às vezes
Não dou conta
De mim

Escapulo
De minhas mãos
Fujo
De meus pés
Cego
Meus olhos

(Às vezes)

Noutras
Encolho-me
Em coma
Nos meus escuros
Detalhes

Apago
Minha luz
Por vislumbrar
Na penumbra
Rastros
Dos meus anos

Que dilatam-me
Os poros
Em pêlos
Negros

Pelo sim
Pelo não
Continuo
A rabiscar
A vida
A morte
E os tropeços
Poucos
Que abstraem
Meus sentimentos

Um comentário:

Marcio Nicolau disse...

rabiscar arrisca
à risca rabisca