8.4.07

MOLDURA DE UMA NOITE EM MIM


Alguém em cima do telhado
Toca clarinete as estrelas


Poderia ser o Woody Allen
Com sua neurose soturna
Poderia ser um negro
Com sua alma noturna
Poderia ser eu mesma
Com minha sedução gatuna

A lua vira bola
Seduzida pela melodia
O mar delira em febre: ondas
O cão do mendigo
Sorri aos gatos do lixo

Um casal
Dança um bolero
E o suor
Mistura-se a chuva
Que escorre
Pela rua

E aquele alguém
Que não reconheci
Continua a tocar clarinete as estrelas
E o céu confunde-me em cometas

Um comentário:

Luciana disse...

São versos novos e, ao mesmo tempo, não-estranhos pra mim... Estranho!
:)
Será que eu já tinha lido estes?
Beijos