É primavera
E a alma da cidade chove
Pelos vidros das janelas
O céu se deixa espiar
Pelos mais azuis olhos
Não na cor
Mas no profundo ângulo
E a alma da cidade chove
Pelos vidros das janelas
O céu se deixa espiar
Pelos mais azuis olhos
Não na cor
Mas no profundo ângulo
Que se converge
Naquilo que alguns
Naquilo que alguns
Conhecem por alma
É primavera
E penso na vida
Pelos que se foram
Pelos que ainda não vieram
A janela se deixa espiar
Pelos vãos da tela de proteção
Não na figura geométrica
Mas nos pequenos abismos
Que se limitam naquilo que alguns
Conhecem por chão
É primavera
E quando ela acontece
Me recolho
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